Por que publicamos a metodologia
Quase todo site sobre o Tigrinho repete os mesmos números: RTP 96,81%, volatilidade média, ganho máximo de 2.500x. São dados corretos, divulgados pela PG Soft. Ninguém precisa nos consultar para obtê-los.
O que decidimos fazer é diferente: registrar sessões completas no modo demo e publicar o que os dados mostram — incluindo, e principalmente, o que eles não mostram.
Esta página existe para que qualquer pessoa possa verificar como chegamos aos números e reproduzir o processo.
O protocolo
Cada rodada de testes segue as mesmas regras:
- Modo demo apenas. Mesmo RNG e mesmas mecânicas da versão real, sem risco financeiro e sem conflito de interesse.
- Aposta fixa durante toda a sessão. Alterar o valor no meio contamina a comparação.
- Número de giros definido antes de começar. Não estendemos nem encurtamos com base no resultado.
- Registro de todos os giros. Valor apostado, retorno, e se o recurso de respins ativou.
- Nenhuma sessão é descartada. Sessões ruins entram no conjunto exatamente como as boas.
Esse último ponto é o mais importante. Selecionar quais dados publicar é o que transforma pesquisa em propaganda.
O que conseguimos medir
Com cerca de mil giros, algumas medidas têm precisão suficiente para serem úteis:
| Medida | Precisão típica |
|---|---|
| Frequência de acerto | ±3 pontos percentuais |
| Distribuição por faixa de prêmio | ±2 a 3 pontos |
| Maior sequência sem prêmio | Observação direta |
| Duração da banca | Observação direta |
Todas as porcentagens que publicamos vêm acompanhadas de intervalo de confiança de 95%. Um número sem margem de erro não informa nada.
O que não conseguimos medir — e por quê
Esta é a parte que outros sites omitem.
Não é possível verificar o RTP com testes manuais. Nem com mil giros, nem com dez mil.
A razão é a variância. Cada giro do Fortune Tiger pode retornar zero ou centenas de vezes a aposta. Essa dispersão enorme faz com que a média de uma amostra pequena fique muito longe do valor teórico.
Fizemos o teste ao contrário para demonstrar isso: simulamos mil giros com o RTP configurado exatamente em 96,81%. O retorno observado nessa amostra foi de 81,9%, com margem de erro de ±30,7 pontos percentuais.
Ou seja: mesmo sabendo com certeza absoluta que o RTP era 96,81%, a amostra de mil giros apontou 81,9%. Para reduzir a margem a ±0,5 ponto seriam necessários milhões de giros.
Por isso, quando publicamos o retorno de uma sessão, chamamos exatamente disso: o retorno daquela sessão. Nunca de "RTP real" ou "RTP medido".
Sobre a frequência dos respins
O recurso de respins ativa poucas vezes em mil giros — tipicamente entre cinco e doze. Contagens pequenas produzem intervalos de confiança largos.
Em uma amostra com oito ativações em mil giros, a média observada é de uma a cada 125 giros. Mas o intervalo de confiança vai de uma a cada 63 até uma a cada 290 giros.
Por isso reportamos a contagem observada, não uma "taxa de gatilho" apresentada como se fosse constante. Quem afirma que o respin vem a cada X giros está extrapolando além do que os dados sustentam.
Conflito de interesse
Este site recebe comissão por indicações a operadores parceiros. Isso é declarado em todas as páginas.
Três decisões reduzem o efeito disso sobre os testes:
- Os testes usam modo demo, sem envolvimento financeiro do operador
- O protocolo é publicado antes dos resultados, não ajustado depois
- Resultados desfavoráveis são publicados na íntegra
Nenhum operador tem acesso prévio aos dados nem influência sobre o que é publicado.
Como reproduzir
O protocolo é simples o bastante para qualquer pessoa repetir:
- Abra o Fortune Tiger em modo demo
- Fixe uma aposta e defina quantos giros vai registrar
- Anote, a cada giro: valor apostado, retorno e se o respin ativou
- Ao final, calcule a frequência de acerto e a distribuição por faixa
Se seus números divergirem dos nossos, isso é esperado — e é justamente o argumento central desta página. Duas amostras honestas do mesmo jogo podem produzir resultados bem diferentes.
Perguntas frequentes sobre a metodologia
- Quantos giros são necessários para verificar o RTP de um slot?
- Muito mais do que qualquer teste manual consegue. Para estimar o RTP com margem de ±0,5 ponto percentual em um jogo de volatilidade média, seriam necessários milhões de giros. Em 1.000 giros, a margem de erro fica em torno de ±30 pontos — larga demais para qualquer conclusão sobre o retorno teórico.
- Então para que servem testes de 1.000 giros?
- Servem para medir o que é mensurável nessa escala: frequência de acerto, distribuição dos prêmios por faixa, maior sequência sem prêmio e quanto tempo uma banca dura. Essas medidas têm intervalos de confiança estreitos o suficiente para serem úteis. O RTP não é uma delas.
- Um retorno observado abaixo de 96,81% significa que o jogo não está pagando?
- Não. Significa apenas que a amostra foi pequena. Em nossos testes simulados com RTP configurado exatamente em 96,81%, uma amostra de 1.000 giros produziu retorno observado de 81,9%. A variância de curto prazo é enorme e completamente esperada.
- Vocês descartam sessões com resultado ruim?
- Não. Todas as sessões iniciadas entram no conjunto final, independentemente do resultado. O número de giros é definido antes de começar e não é alterado durante a sessão. Descartar dados desfavoráveis transformaria pesquisa em propaganda.
- Os testes são feitos com dinheiro real?
- Não. Usamos exclusivamente o modo demo, que roda com o mesmo RNG e as mesmas mecânicas da versão real. Isso permite volume de giros sem risco financeiro e sem conflito de interesse.
- Como posso reproduzir os testes?
- Publicamos o protocolo completo e o script de análise. Qualquer pessoa pode registrar as próprias sessões no mesmo formato e rodar a mesma análise. Se seus resultados divergirem dos nossos, isso é esperado — é exatamente o ponto sobre variância.